sexta-feira, 12 de agosto de 2011

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dia não



Às vezes podemos não saber o caminho. Podemos achar que cada momento é um somatório de bifurcações que nos deixam sem rumo. Que qualquer fim de linha que queiramos alcançar se transforma quase num mito urbano. Mas a verdade é que, quase sempre, basta que alguém nos dê a mão para olharmos para o puzzle com outros olhos. E isso é que é verdadeiramente importante.
E, como hoje, é um 'dia não' no meu calendário, não há como me sentir mimada quando 'aquele' amigo atravessa meia Lisboa só para vir almoçar comigo. Para ouvir a minha mesma história pela enésima vez. Mas vem. Porque eu também iria por ele. E se há homem que me consegue mimar decentemente é mesmo ele.

não era suposto (mas continua a ser)



Era suposto a noite de ontem ter sido perfeita (e foi).
Era suposto ter andado de mota, ter falado, rido, bebido uns copos com um rapaz giríssimo (e fiz isso tudo).
Era suposto a conversa ter fluído (e fluiu).
Era suposto este mundo e o outro e única coisa em que consegui pensar foi em ti. No quanto tu me fazias falta precisamente por não estares ali. Precisamente por estar tudo a ser exactamente como devia. Por todas as peças do puzzle terem encaixado. Fiquei com um vazio imenso cá dentro. De saudades.
Não era suposto ter-te mandado uma mensagem (e mandei).
Não era suposto teres respondido (e respondeste).
Felizmente que estavas quase a dormir e qualquer diálogo impossível entre nós ficou por ali.
O pior de tudo?
Não era suposto fazeres-me ter medo de mim própria. Não era suposto olhar para um fim-de-semana de verão com receio, com medo, com angústia. Com a certeza que vão ser demasiadas horas com a cabeça desocupada a tentar (ainda) encaixar que tu não podes estar na minha vida. Já não sei o que fazer comigo mesma. Não era suposto, ao fim de 32 anos, pela primeira vez ter medo de estar sozinha.
Nada disto era suposto, mas é o que acontece.
E eu estou a começar a ficar cansada.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

nota de rodapé



Não se aguenta Barcelona ser 'A' cidade mágica, encantada, maravilhosa e etc e etc de meio mundo! Aquela que todos escolheriam para viver e onde todos conhecem sitíos mega maravilhosos. Será que somos todos assim tão iguais e queremos as mesmas coisas? Cadê a diversidade? Será que não há mais cidades por aí? Agora que Nova Iorque está um tanto ou quanto demodé nas preferências de meio mundo, venha Barcelona para lhes encher as medidas. Por mim podem ficar todos com ela. Todinha.

(PS: a minha cidade encantada não é, obviamente, esta. Mas, como é só minha, também não digo qual é.)

à espera do manel



Se há coisinha capaz de me tirar do sério são as conclusões a que as pessoas chegam sem conhecerem bem os outros. Leva-me à loucura. Por isso... lá porque:
1. Eu ando sempre de saltos altos;
2. Sou arrumada;
3. Tenho as unhas sempre pintadas;
4. Gosto de bons vinhos, bons restaurantes e bons livros;
5. Não tenho pijamas ou pantufas em casa, etc, etc
Não significa (!) que seja incapaz de tomar conta de um cão. Por isso, meus queridos, párem de me tentar demover, porque a decisão está tomada e agora não há nada a fazer. O Manel chega lá a casa dia 8 de Outubro! E não vem antes porque vou 15 dias de férias - ah estão a ver como afinal não sou assim tãooo irresponsável! - e não quero ficar tanto tempo sem ele, sendo ainda cachorro. Tenho dito.

constatação do ano



O nascer do sol na minha varanda, com vista para o mar, e em excelente companhia faz um bem desgraçado à alma! Ah pois faz!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

programa para afastar a neura





Aproveitar finalmente a onda de calor e jantar na minha varanda, com vista para o mar, com uma daquelas amigas que nem é grande... é maior que isso. Camarão, vinho branco, boa música e boa conversa. Girl's night all night long.

sobre o futuro



Não gosto de pessoas que se acomodam. Não gosto de me acomodar. No entanto, sinto que é o que faço dia após dia. Hora após hora. Não falta coragem. Falta um rumo, um caminho. Falta concretizar a vontade. Quando não se tem nada a perder só se pode ganhar. E ganhamos sempre, dependendo da forma como olharmos para as coisas.
O importante são as palavras. As frases. Os sentidos. Mas essas estão sempre comigo, onde quer que eu esteja. E são elas que me fazem respirar e me puxam à vida. Por isso posso levá-las na bagagem para o outro lado do mundo se me apetecer. O que me falta é descobrir o que fazer 'no entretanto'. No entretanto de todos os dias. Que seja feito por inspiração. Vontade. Motivação. E não por um maldito piloto automático que se alojou em mim.
Se olhar para o lado não me consola aperceber-me que é um mal geral. Não me ajuda ver que estou rodeada de pessoas cansadas do que fazem todos os dias. Que querem mudar. Que querem pôr outros valores à frente de carreiras brilhantes e muitas horas perdidas em trabalhos sem fim. Sou só mais uma. Mas na minha vida sou única.
Não sei por onde passa o futuro. Mas sinto, passo a passo, que sei por onde não passa. E se ainda não consigo ver o que está depois do fim da linha, um dia hei-de conseguir.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ah e esqueci-me de acrescentar!

Como é que se esquece essa tal pessoa sentada perto... quando esta se mostra empenhada em não ser esquecida! Hmmm?... As good as it gets!

segunda-feira de nervos


Alguém me explica como é que se esquece uma pessoa que, todos os dias, trabalha sentada nem a 10 metros de nós?! Precisava mesmo de saber. As fast as possible.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

quase seis semanas depois


Ainda não te consegui esquecer como queria. Mas continuo a tentar. Baby steps.

tarefa do dia?



Combater a lei da gravidade (que hoje me puxa para passar o dia todo com o cérebro a mil e o coração apertado, a lamentar tudo o que gostava de ter e não tenho, sem conseguir dar o real valor às coisas boas que tenho na vida).

from Cayman Islands



Há pessoas que nos inspiram - e ela inspira-me. A tudo. Em tudo. Tive a sorte de a descobrir algures pelo caminho do jornalismo. De descobrir uma pessoa maravilhosa. E agora perco-me com as fotos que tira, do outro lado do mundo, nas Ilhas Cayman, para onde se mudou. Quando acordo triste, mal disposta, desiludida, sozinha... abro o Facebook e elas lá estão. Todas. Cada vez mais. Maravilhosas e diferentes. E o dia ganha logo outras cores.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

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Há dez anos atrás tive um problema muito grave. Com uma pessoa. Que depois de me ter acusado deste mundo e do outro. De me ter tentado magoar. De me ter atirado escadas abaixo. De me ter feito, pela primeira vez na vida, sentir pânico e suores frios... acabou por lhe ver dignosticada uma doença mental. Esquizofrenia. Essa pessoa desapareceu para todo o sempre. Medicada, sei, à distância, que consegue levar uma vida relativamente inofensiva. Não lhe desejo nada. Apenas que encontre paz de espírito no mundo onde vive e que encontre a justa medida entre a realidade que se passa dentro da sua cabeça e a da vida real.

Dez anos depois. Há outra pessoa. Os contextos são diferentes. As histórias em nada se tocam. Numa, eu era o alvo de uma fúria desmedida, agora fui apenas um 'peão' numa história de outros. Espero que tudo tenha acabado ontem. Porque terminou relativamente 'a bem', passe o negro dos últimos dias. Com uma certeza fiquei: nós nunca conhecemos verdadeiramente as pessoas que estão ao nosso lado. E, muito menos, que realidade se passa dentro das suas cabeças. E do quão perigosas se podem tornar quando perdem noção dos limites. E das verdadeiras capacidades/incapacidades do ser humano quando é levado ao limite. End of story.