«Querida! Você tem de agir como na história de dizer à mãe que o gato morreu! Não diz assim de repente. Primeiro diz que o gato subiu no telhado... aí começou chovendo... o telhado está ruim... começou chovendo mais... o gato pode escorregar... você está preocupada... ouviu um barulho... o pobrezinho deve ter tropeçado... e só depois é que morreu. Percebeu? Muita calma nessa hora!»
quarta-feira, 11 de abril de 2012
from now on
E agora é preciso descansar a cabeça para depois contar as histórias que há muito estão guardadas na gaveta.
terça-feira, 10 de abril de 2012
hoje foi o dia
No fundo, no fundo, sou uma menina muito tradicional. Muito bem educadinha. Que faz o que quer na vida e não deixa de mudar só porque a mudança faz tremer o ser humano, mas muito atinadinha. E hoje foi o dia que eu sabia que vinha aí. Que queria que viesse. Mas que me causava um pânico imenso. Que me deixou sem dormir noites a fio. O dia em que eu achei que, apesar de tudo o que é incomensuravelmente mais forte, não iria ser capaz.
Mas fui. A verdade é que fui. A tremer da cabeça aos pés. Felizmente com um grande ser humano como interlocutor. Que me ouviu. Me apoiou. Assim se começa a fechar um ciclo de 12 anos. Com a sensação de dever cumprido. Com um grande muito obrigada a muitas pessoas. Sem portas fechadas. Mas com novas a abrirem-se.
E agora vou para os copos, que isto hoje foi muita adrenalina junta e preciso de desanuviar!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
há dias...
Em que me fazes ainda mais falta do que sempre. Em que não me apetece fazer nada porque tu não estás. Em que a distância parece ser a do mundo inteiro. Em que as horas não passam e os dias andam para trás. Em que fico sentada à espera que tu acordes porque nada mais tem importância antes disso. Em que nem falar me apetece porque só contigo é que eu queria estar.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
juntos
Às vezes apetece-me agarrar nele e partir. Para aquela América profunda. Onde o tudo se perde do nada. Onde mais ninguém importa.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
não quero
Estar dentro de um hospital é uma tortura. Tudo o que é mau do passado me vem à memória, como se tivesse sido ontem. Os cheiros, a cor das paredes, o nome de médicos e enfermeiros, tudo. Fico com tonturas e dores de cabeça. É demais para mim reviver, mentalmente, tudo outra vez.
terça-feira, 3 de abril de 2012
palavras
Quem diz que as palavras são ocas a transmitir sentimentos é porque não sabe o quanto me deixa feliz tudo o que tu me escreves todos os dias. Porque não são meras conjugações de letras. É muito do que nos une. E espero que nunca se perca. Porque o 'amo-te' de ontem é diferente do de hoje. Mas quero continuar a lê-lo todos os dias.
vida de jornalista #
Conclusões emblemáticas da última reunião de redacção:
1. Fiquemos com a TAP e que se venda a Madeira: uma faz, sem dúvida, mais falta ao país que a outra.
2. A raça humana deve um bocadinho à sanidade mental.
3. Não há quem não tenha uma palavra a dizer sobre motéis.
presente (muito) especial
E depois há aqueles presentes inesperados que nos enchem o coração. De pessoas mesmo muito importantes na nossa vida. Daquelas que entraram para não sair, sejam quais forem as voltas do mundo e as rotações da terra. É claro que vai comigo para todo o lado! Nem de outra forma podia ser, minha querida S.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
brilhante, como sempre...
O editorial do Jornal de Negócios de hoje, escrita pelo Pedro Santos Guerreiro, está, como sempre, brilhante. 'A OPA do corno manso' mostra exactamente o que somos e como nos vendemos por meia dúzia de tostões. Leitura obrigatória!
hmmm, porque sim
Adoro quando me dizes, com um ar genuíno e espantado, que não entendes porque é que me maquilho todos os dias. Com o mesmo tom de incredulidade como se me perguntasses porque tenho o cabelo verde. Só tu para me achares bonita de cara lavada, meu amor. O meu pai e o meu irmão também, mas esses não contam.
novo passatempo
O que eu me divirto a ler blogs de miúdas de 20 anos a dissertarem, cheias de certezas sobre os homens. E as relações. Dá-me cá uma vontade de rir. É que gosto mesmo.
domingo, 1 de abril de 2012
domingo de manhã
Hoje acordei com umas saudades ainda maiores do Verão. E com desejos de dar mergulhos. Como se pela água escorresse a ansiedade que todos os dias me mina um bocadinho por dentro.
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