segunda-feira, 23 de abril de 2012

como te prometi, pai


Há ciclos que se fecham. Porque têm de se fechar. Para novas oportunidades surgirem. Dia 25 de Maio fecho o meu. De doze anos. Como te prometi pai: não vou deixar nada por fazer, enquanto viver.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

sobre aeroportos


Entre esperas e esperas há umas mais ansiadas que outras. E aquelas que parece que nunca mais chegam. Naquele sítio que me levará para onde tenho agora de ir.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

para a ti, amiga

Quero que sejas tu. Tu que tanto lês. E leste. Como eu. Tu que sabes ler e ouvir palavras. Tu que sempre me apoiaste a perder o medo de me expôr pela escrita. Tu que na minha varanda, em noites de horas maiores que a madrugada, me incentivaste a seguir em frente. Tu que me acreditas sem ter lido uma linha, para além destas que deito fora por aqui de quando em quando. Quero que leias. Rascunhos. Quero mesmo. Porque te sei capaz de uma opinião sincera. Porque te sei capaz de um sim ou não. Que não quer dizer que eu cumpra, porque não cumprirei. Mas quero ouvir na mesma. Quero que me digas apenas sim ou não. Se te apetece ler as frases que deito para fora quando escrevo sem pensar. Agora que decidi que não o posso continuar a adiar. Não preciso do teu aval de gostar. Preciso, mas isso não se confessa. Mas preciso mais do teu incentivo para não desistir. Aceitas? Como à moda antiga, ir recebendo manuscritos, escritos e reescritos? Por mail, por carta, por como quiseres? Basta um sim ou um não. E a ti chegarão. Diz-me esse sim ou não como quiseres. Estou à espera dele.

para a minha querida S.


Que será sempre a S. Por muitas voltas que mundo dê. Para uma grande pessoa que aprendeu a ser uma grande mulher. Para uma grande amiga a quem eu olho como um exemplo. A quem eu devo muito. Já tenho saudades tuas e ainda não fui. Já sofro com a distância quando ainda estamos presentes. Porque estar à distância de um telefonema, com um oceano de separação, não é o mesmo que estar a vinte minutos de carro. Mas tem de ser. Tem de se fazer ser. Fazer com que seja. Luv you blondie.

a história começa no início


E de uma penada se escreve um prólogo há muito desejado. Sofrido. Pedido. Escreve-se sem pensar, que é como se escreve melhor.

vida de jornalista #


O que se faz numa reunião de redacção? Para além de se discutir o que investigar e escrever, também se pintam unhas e comem bolachas. Nada como optimizar o tempo disponível.

o que me vai na alma


O que sinto? O desconforto do medo dentro da coragem da mudança. Sem ti, não seria capaz.

terça-feira, 17 de abril de 2012

não entendo, nem quero


O egoísmo das mães que acham que os filhos são apenas seus e que os pais são um 'elemento secundário' deixa-me sem palavras.

cinzento


Tarefa do dia para combater a apatia e o cinzento que se apegaram a mim hoje pela falta de tu me fazes? Escrever como se o fim do mundo se aproximasse. Ligar o cérebro noutra direcção. Desligar da tristeza e da saudade porque o tempo não passa como quero que passe.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

(sem título)


O que eu gosto nos "defuntos" é que, mais dia menos dia, os sete palmos de terra que têm em cima desenvolvem-lhes sentimentos claustrofóbicos. E então voltam a dar à costa. Já se acharam vetados a demasiado silêncio e querem pegar na fita de cinema onde ela ficou parada. Impossível, digo eu. O tempo apaga muita coisa, mas acirra muita outra. A mim faz-me quase cruel, de tão desinteressada que sou a quem já não me diz rigorosamente nada. Não, não sou vingativa. Porque nem perco tempo a pensar nisso. Sou pura e simplesmente desinteressada a quem já me tratou mal. Que a memória não é curta e certos dias em Cabo Verde não serão nunca esquecidos. E jamais perdoados.

(E a pessoa em questão conhece-me demasiado bem e sabe ainda melhor os erros que cometeu para achar que posso sequer um dia voltar a achar que respira. Só acho curioso que, ainda assim, tenha tentado.)   

note to self


Sobretudo quando tenho ataques de ansiedade às 5h da manhã. Em que por mais que tente, dormir parece impossível. Com aquela sensação de estar 'eternamente à espera' a colar-se por todo o lado. Nunca um mês me pareceu tão longo. Perco anos de vida, dentro destes dias, porque estamos afastados um do outro.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

noites


Há noites inspiradoras e ontem foi uma delas. Um jantar improvável no Chiado e muitas histórias contadas. Seis pessoas em volta de uma mesa. Uns a recordar o passado, outros a olharem o futuro. Numa mistura inesperada que, mesmo que não se repita, valeu pelo que fez pensar.

histórias com vidas


Tenho uma obsessão com dinners americanos. Perdidos algures no meio do nada. Repletos de personagens sinistras, mas cheias de vida para contar. Era capaz de entrar em cada um. E só sair depois de toda a imaginação estar satisfeita.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

vida de jornalista #


Táctica de defesa para não ser eu a escolhida a ir a uma conferência de imprensa? Tranquei-me na casa-de-banho a fazer figas para o director se esquecer a minha existência durante dez minutos.