quinta-feira, 9 de setembro de 2010
palavras que não quero perder
Porque os 'homens da minha vida', que me fazem sorrir quando só me apetece chorar, têm palavras únicas, quando eu mais preciso. Sem que saibam disso.
'Homem da minha vida 1' (o moreno...)
Eu: Bom dia lindo! Só para te mandar um beijinho! Gosto muito de ti tontinho.
Ele: Eu gosto bem maissss....
Eu: Nem pensar, eu é que gosto mais!
Ele: Olha que sim.
Eu: Fiquemo-nos por um empate, pronto ;)
Ele: Gosto mesmo muito de ti bebé!
Homem da minha vida 2 (o loiro...)
Eu: Obrigada por teres vindo jantar. Sábado à noite estamos combinados no Trinca Espinhas. Beijooo
Ele: Amor, amei tudo... És linda e muito especial. Nunca te esqueças disso!... Adoro-te
Eu: Tu também és lindo! És tu e mais nada. És o meu lindo! ;)
Ele: Speechless... ;) Até sábado no Trinca... Luv you!
lembras-te pai?
De quando me fazias levantar da cama às 8h da manhã de sábado para irmos tomar o pequeno-almoço a S. Pedro de Sintra? Tu cheio de energia e eu a tentar ter os olhos abertos, com demasiado sono e ainda a meio da ressaca e dos muitos cigarros fumados na noite anterior? Mas tu gostavas que eu fosse, mesmo que não estivesse muito conversadora, e eu ia. Tenho a dizer-te que as torradas em pão saloio continuam óptimas. As 'velhas', como nós lhes chamávamos, continuam velhas e queridas. Os folhados mistos não sei, não provei.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
resumo do dia
... tired. Sem vontade de sonhar. De querer. De nada. Num eu que não sou eu. Porque sou todas menos assim. Até a minha mãe me ter chamado à razão. Que veio, nem eu sei bem de onde, nem até quando.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
dias (bem) perdidos
Entre marasmos e horas perdidas, a tarde foi passada aqui. A pensar em tudo e em nada. No que posso e no que não devo. Por entre as páginas d'O Ano da Morte de Ricardo Reis, de Saramago.
ir (mesmo) atrás dos sonhos
... E não nos ficarmos pelo querer. Pelo pensar que um dia talvez. Por criar uma realidade paralela dentro de nós sem ligação ao mundo real onde somos de carne e osso e alma e sentimentos. É verdade que os sonhos e ideias e projectos terão sempre a sua mais forte possibilidade no intocável do nosso ser. Mas o que os torna de facto importantes e nos torna a nós pessoas diferentes, mais próximas daquilo que queremos ser, é o fazermos a ponte entre os dois mundos: o do nosso querer e aquele em que acordamos todos os dias.
E todos os dias a S. está um bocadinho mais próxima de o conseguir. E será sempre um exemplo para mim. Porque não importa se o sonho funciona ou tem sucesso - isso é outro patamar de realidade - importa a capacidade de o pôr em prática. E todos os dias é mais um dia nesse sentido. E fico mesmo muito feliz por ela.
por terras do alentejo
Nada como (mais um) fim-de-semana fora da rotina de sempre de Lisboa para renovar a alma e pôr em perspectiva tudo aquilo que temos por certo e por abissal.
Nada como falar com pessoas alegres e bem dispostas, genuinas na maneira de ser e na forma de demonstrarem os afectos para abrirmos o que somos fora do nosso mundo de todos os dias.
Nada como corridas de touros e concertos tradicionais, comidas típicas, dormir sem horas, dar beijos roubados sem que mais ninguém saiba, ver o que nos rodeia pelos lhos das crianças para acordarmos a achar que vale sempre um bocadinho mais a pena lutarmos, outra vez, por aquilo que queremos.
Tenho recarregado as minhas baterias no Alentejo. Muito se deve o meu pai rir, onde quer que esteja. Sempre me avisou de um dia seria eu encontraria no marasmo e na calmaria o meu ponto de equilíbrio. Tinha razão. E ainda bem. Quero - e vou voltar para lá depressa.
voltar à casa partida
Ontem li algures: às vezes cansamo-nos de ser corajosos e precisamos que nos peguem ao colo. E tu tens pegado meu querido L. De forma incansável. Dia e noite. Com as tuas mensagens que não me deixam ir abaixo e me obrigam a ir buscar os sonhos que teimo em guardar na gaveta. Incansável quando me dizes que não tenho que ser igual ao mundo lá fora. Que não posso desistir nunca, por mais que às vezes me apeteça. Que aquilo que quero um dia vai aparecer, por muito que tu queiras o mesmo e não acredites que consigas encontrar. Dizes-me que é a sorrir que tudo se consegue. Vejo-te sorrir há tanto tempo sem conseguires o que queres. Não sei porque é que as coisas têm de ser assim, mas são.
Ou melhor sei. Sei sim. Tenho de parar de dizer que fiz tudo certinho e tal e ainda assim continuo sozinha. Não fiz tudo certinho não. Bichos do mato, mal dispostos e brutos não atraem ninguém. Porque os outros não têm culpa dos nossos problemas. Essa é que é a grande verdade. Foi esse o grande erro que cometi. Tornei-me mestre na arte de afastar os outros como forma de defesa. E o que é que eu ganhei? Mudei no conteúdo, mas não na forma de lidar com o mundo. E de repente criou-se um vazio que foi insuflando e insuflando e que a semana passada rebentou. E que quase me fez desistir de tudo. Mas tu ouviste-me naquela noite. Ouviste tudo o que eu chorei. Ouviste o que nunca tinha dito a ninguém. A ninguém. Disseste-me que me batias se eu voltasse a repetir o que tinha dito. E na manhã seguinte ligaste-me, preocupado. Estava eu a tentar esconder os olhos inchados com os milagres da maquilhagem e tu estavas do outro lado da linha a querer saber de mim.
Já pensei tudo o que tinha a pensar, por mas prosaico que possa soar. Os últimos dois dias fizeram-me milagres à alma. Como não acho que o mundo esteja contra mim, sou rápida a identificar os meus erros. Vi até onde era capaz de ir e onde tenho que me obrigar a ir - e irei. Chega de ser mal disposta. Bruta. Agressiva. Chega. Chega. Chega. Não sou assim por dentro, porque insisto em sê-lo por fora? E não mais aturarei quem o seja para mim, nem sob a desculpa de que descarregamos nos mais próximos as nossas tristezas e angústias. Acabou-se. A I. já me tinha avisado vezes sem conta, mas só quando o sentimos na pele é que avançamos.
Tudo aquilo por que eu lutei na vida, consegui. Por muito que isso possa enervar pessoas que me são muito próximas. E isto será apenas mais uma etapa. Há coisas que não se agradecem, por isso já sabem que não te direi obrigada. Tu tens a importância que tens e sempre terás, querido L. E isso eu não te escondo nunca.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
cenas da vida de um jornal #16
O P. olha compulsivamente da televisão (que mostra um cenário apocalíptico de uma enxurrada acabadinha de acontecer em Seia) para a janela (onde se vê uma tarde maravilhosa de 35º à sombra) e avisa-nos com ar muito, mas muito, sério: "Isto é o fim do mundo e a besta vem por aí abaixo só vos digo".
Entretanto lembrou-se do que estava a fazer antes de olhar para a televisão e larga um berro que se ouviu a 300 kms: "Tenho-vos a dizer também que hoje vai haver uma matança! Ma-tan-ça (!) se não aparecerem os jornais que me tiraram de cima da mesa!"
Entre a fúria do editor e as águas de Seia, deus nos proteja, porque entre o diabo e escolha acaba tudo louco. Tudo louco.
jantar para duas
Então logo ao jantar teremos de entrada requeijão assado com malaguetas e orégãos e depois uma salada de maçã, salva e queijo de cabra.
(... E mimimi e não estou a ouvir quando dizes que 'ah e tal não tenho fome', 'ah e tal coisinha simples', hmhm? Está alguém a falar? Alguém? É ruído de fundo! Bem me parecia que não.)
secção dos milagres, boa tarde
Começo a não ter saúde para estas cowboyadas. O coração bate-me depressa e qualquer dia isto corre mal. E de quem é a culpa? Minha. Quem é que me mandou querer ficar com a área de mercados financeiros neste jornal? Quem? Hmm? Deveria ser bravamente fustigada por isso. O que vale é que felizmente todos os meus stresses têm tido finais felizes - e o de hoje foi mais um.Então o panorama era este às 11h da manhã: "Tens 24 horas para conseguir convencer o analista chefe de uma reputada instituição financeira portuguesa, que não morre nada de amores pela imprensa, que te ajude no que ele sempre disse que era impossível: fazer previsões em bolsa para os próximos seis meses."
Fiquei verde, azul, às bolas. Vocês querem o quê?! Têm noção que vou ouvir um berro do outro lado do telefone mesmo sem ter acabado de falar?! Regra nº 1 de qualquer analista de bolsa: não se faz previsões a seis meses e muito menos à imprensa! Vou imprimir esta frase num autocolante e distribuir por todos quando me chamam com estes pedidos de última hora. Perante a hipótese de ser cruxificada pelo analista ou ser cruxificada pelos chefes por não o ter conseguido, lá fui eu rastejar ao telemóvel. Do outro lado: "Hmm, não sei, pois não sei, o que me pede é complicado, o seu timming é apertado, não sei se tenho tempo, não sei se o meu gato deixa, se calhar o periquito não está de acordo e o caraças, etc e que tal. Deixe-me pensar que já lhe ligo."
Moral da história: depois 3 horas de stress em que até com o telemóvel fui fazer xixi disse-me que sim. Saíram-me 30 kgs de cima e até dei beijinhos à pseudo-intelectual de esquerda. Safa!
detesto gajas pseudos
Gajas pseudo-intelectuais, de suposta esquerda, a acharem que são alternativas, com ideais de mudarem o mundo e a reclamarem da vida, por tudo e por nada, sem saírem do mundinho tacanho onde fingem que não vivem despertam-me instintos homicidas. São umas tontinhas encapotadas a pnesarem que enganam os outros com tamanha concentração de espírito benemérito. Falsas, pá. Amores, não vos aguento. E se têm tanto ódio ao capitalismo e aos colegas que, ao contrário de vocês, não se põem a jeito à escravidão do trabalho para depois reclamarem, pirem-se. E já agora comam menos, que estão gordas que nem abades. Só vos falta mesmo o cordel atado à cintura para encarnarem o espírito Robin Hood. E viva Frei Tuck.
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