domingo, 17 de fevereiro de 2013
a gravidez e os outros
Estava no outro dia em pura 'perda de tempo' com uma das minhas distracções favoritas - ler blogs - quando dei de caras com uma frase que muito me fez pensar. 'Não é a gravidez que tem de se adaptar à tua vida, é a tua vida que tem de se adaptar à gravidez'.
E começa-me a mim a fazer sentido. Sobretudo em relação aos outros.
É verdade que a vida muda. E muda mesmo. E acredito que para os outros isso não faça o mínimo sentido. Porque não o sentem. Porque acham que é só uma barriga a crescer.
Pois não é. É muito mais do que isso. São sobretudo as prioridades que se alteram. Que me alteram, acredito. Não tenho a mesma paciência que tinha. Nem as mesmas vontades. Nem o mesmo ritmo. Nem qualquer problema em admiti-lo, tão pouco.
Os outros aceitam. Ou não aceitam. Isso já não é problema meu.
Se antes não era, muito menos agora o será.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
não imaginas tu
As saudades que tenho.
A falta que me fazes.
Como se metade de mim estivesse aqui. E a outra metade aí.
ah se eu pudesse
Era já. Agora. Nem mais um minuto. Os meus olhos brilham só de ver.
E era mesmo aqui... sem dúvida o meu preferido.
Mas pronto... feitas as contas... posso voltar a comer sushi em Fevereiro de 2014. Ninguém merece!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
sempre à mesma hora
A pior parte do dia é chegar a casa sem ti. Abrir a porta para o silêncio.
Saber que estás numa cama de hospital. Onde te deixei. Onde todos os dias te busco e te deixo.
Abro a porta para a tua casa. Para as tuas coisas. Mas tu não estás.
Fico ainda mais em silêncio, mesmo sem ter ninguém para falar.
Fazes-me falta por esta partida cruel da vida.
Porque todos os dias luto para continuar a acreditar. Sozinha numa luta quiçá inglória contigo.
Porque os dias passam e nada se atenua. Pelo contrário. Piora a cada minuto.
Mexo nas tuas coisas. Uso os teus sapatos. Visto os teus vestidos. Para te fazer sentir viva. Para continuar com a ilusão que não te perdi para esse mundo onde tu te refugiaste.
Preciso de continuar a acreditar. Por ti. Por nós as duas.
para manter
Amigo: Nunca te tinha visto de ténis...
Eu: Também nunca me tinhas visto com esta barriga.
Amigo: Mas mesmo os ténis tinham que ter salto.
Eu: Sabes que há coisas que nunca mudam, por mais que o tudo o resto mude.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
'assim você mata o papai"
As 'porcarias' que eu oiço e canto quando tomo banho são absolutamente inacreditáveis... O que vale é que ninguém me ouve...
quem diria...
Esse maravilhoso mundo dos centros de saúde, do qual sempre fugi o mais que consegui... revelou-se hoje uma admirável surpresa, pela simpatia e profissionalismo de médicos e enfermeiros. Quem diria, diria eu há uns tempos...
Passe o facto de se terem enganado três vezes no balcão correcto de atendimento e de ter esperado que uma das recepcionistas acabasse de contar a uma amiga como tinha passado o Carnaval para se dignar a perguntar o que eu queria... correu tudo muito bem. Há que ser dito.
Passe o facto de se terem enganado três vezes no balcão correcto de atendimento e de ter esperado que uma das recepcionistas acabasse de contar a uma amiga como tinha passado o Carnaval para se dignar a perguntar o que eu queria... correu tudo muito bem. Há que ser dito.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
para não misturar...
our little prince... or princess
... e não obcecar. E porque merece ser um blog independente.
E porque é só meu e do pai.
... e não obcecar. E porque merece ser um blog independente.
E porque é só meu e do pai.
cinco meses depois...
A vida muda. Pois muda.
Muda para diferente.
Para um diferente nem sempre planeado.
Mas nunca deixa de o ser: a nossa vida.
Em cinco meses muito mudou.
Sem resumos nem balanços. Apenas mudou.
E daqui em diante tudo será diferente.
Para (muito) melhor.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
e hoje sonhei...
... de uma forma tão real, com tudo o que morro de medo de um dia não conseguir. E não, não o confesso a ninguém. E sabia tão bem. Era tão feliz.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
quase só nós
A nossa casa está quase. Quase escolhida, por ora. Não é perfeita, mas é um bom começo para nós. Em que podemos ser finalmente nós. Estarmos finalmente os dois. Sozinhos. Em que podemos fechar a porta e deixar o resto do mundo da fora.
(E sim, sim, sim gostei do quarto com janelas mesmo ao estilo Carrie Bradshaw, em que posso escrever à janela. Perfeita para mim. Não preciso de mais nada.)
when it's hot in the city
The girls catch some sun, at the rooftop of a Manhattan building. Uma tarde inesperada. De muito boa conversa. Com um bom vinho branco. A marcar presença na galeria das improbabilidades que me nos últimos meses e aconteceram na vida. E ainda bem.
nada acontece por acaso
Nem há dias que acontecem por acaso. Ou apenas porque fazem parte do calendário. Hoje é um deles. Antes porque era o teu aniversário. Pai. E continuará sempre a ser. Apesar de tudo. Apesar de já não sentir a euforia de o comemorar, mesmo na tua ausência. E me ficar apenas a saudade amarga de não estar mais ao pé de ti, mesmo que tu estejas sempre em mim. Em tudo em mim.
E, é precisamente nestes dias que não acontecem por acaso, que por vezes se colocam alguns pontos finais e se abrem novos ciclos. Nos mais ínfimos pormenores e nas atitudes mais mundanas. Tal como hoje. E não poderia ser decidido senão hoje. Ou não fosse, como tu sempre disseste, o dia 3 de Julho o mais importante do ano.
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